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Protegido: Orientação para Intervenção da AS/USP – Sarampo

  • Transmissão: Pessoa a pessoa (gotículas); contacto direto (secreções nasofaríngeas de pessoas infetadas); via aérea (aerossóis).
  • Período de incubação: 7 a 23 dias* (normalmente 10-12 dias).
  • Período de transmissibilidade: De 4 dias antes até 4 dias após aparecimento do exantema. Pode ser mais prolongado nos doentes imunocomprometidos.

*WHO. Vaccine-Preventable Diseases Surveillance Standards: Measles. World Health Organization, 2018.

IntervençãoDefiniçãoTempoMétodo
Interrupção de transmissão pelo doenteIsolamento para via de transmissão por via aérea.Desde o diagnóstico até 4 dias após o aparecimento do exantema. Nos doentes imunodeprimidos, até à cura clínica.Em caso de internamento, os casos suspeitos ou confirmados de sarampo, devem ser de imediato colocados em isolamento de via aérea (preferencialmente, em quarto com pressão negativa)
No domicílio, precauções básicas de isolamento: quarto individual ou coorte (restrição social).
Evicção Escolar e LaboralSão afastados temporariamente da frequência escolar e demais atividades desenvolvidas nos estabelecimentos de educação e de ensino os: discentes, pessoal docente e não docente quando atingidos por rubéola.O afastamento da frequência escolar deve manter-se por um período mínimo de 4 dias após início do exantema.Dar cumprimento à legislação em vigor referente à evicção escolar (Decreto Regulamentar n.º 3/95 de 27 de Janeiro).
Identificação de Contactos
Serviços de saúde
(competência do Serviço de Saúde Ocupacional e PPCIRA)
a) qualquer pessoa que tenha partilhado o mesmo espaço por qualquer período de tempo;
b) qualquer pessoa que tenha estado na mesma sala de espera;
c) qualquer pessoa que tenha estado no mesmo consultório.
Logo que possível identificar os contactos com o caso que contactaram nos 30 minutos após a saída de um caso do local, em fase de contágio.Entrevista ao caso ou responsável legal do caso (se aplicável). Registar os contactos identificados no formulário da plataforma informática de suporte ao SINAVE.
Identificação de Contactos
Contexto domiciliário, escola, infantários e outras instituições de educação e reabilitação
(AS)
Qualquer pessoa que tenha partilhado o mesmo espaço por qualquer período de tempo.Logo que possível identificar os contactos com o caso, durante o período de transmissibilidade (4 dias antes até 4 dias após o início de exantema).Entrevista ao caso ou responsável legal do caso (se aplicável). Registar os contactos identificados no formulário da plataforma informática de suporte ao SINAVE.
Vacinação Pós-ExposiçãoContactos.Urgente, sendo mais eficaz na prevenção de casos secundários se administrada até 72h após exposição.Vacinar apenas pessoas sem história credível de sarampo e que não tenham o número recomendado de doses – ver esquema de vacinação do quadro seguinte.
Imunoglobulina Pós-ExposiçãoNas situações em que VASPR está contraindicada:
a) Crianças de idade ˂ 6 meses, incluindo recém-nascidos;
b) Grávidas;
c) Infeção VIH com imunodepressão grave1;
d) Imunossupressão grave2.
Nos 6 dias após a exposição.Administrar apenas nas situações em que VASPR está contraindicada.
QuimioprofilaxiaNão aplicável.Não aplicável.Não aplicável.
Vigilância ClínicaContactos.Durante os 23 dias após último contacto com o caso.Autovigilância.
Os contactos devem ser informados sobre a doença e aconselhados a contactarem a linha SNS 24 (808 24 24 24) se iniciarem sinais ou sintomas sugestivos de sarampo.
1 Imunodepressão grave: ≥6 anos de idade – CD4 <200/μl; 1-5 anos de idade – CD4 <500/μl e <15% dos linfócitos T;
2 Imunossupressão grave não farmacológica: leucemia/linfoma ativo; neoplasia metastizada; anemia aplásica; doença do enxerto-vs-hospedeiro; certas imunodeficiências congénitas; cancro sob quimioterapia/radioterapia ou cujo último ciclo de quimioterapia terminou <3 meses; doentes com história de transplante de medula óssea há < 2 anos.

Vacinação recomendada contra o sarampo (VASPR) em pós-exposição

Idade/ condiçãoRecomendações VASPR1
≥6 Meses e <12 meses1 dose2
Considerada dose “zero”, devendo ser administrada a VASPR 1 aos 12 meses de idade
≥12 Meses e <18 anos de idade2 doses
Antecipar a VASPR 2, se necessário
≥18 Anos e nascidos ≥197032 doses (ou 1 dose, se apenas em pós-exposição)
≥18 Anos e nascidos <197031 dose
Profissionais de saúde2 doses
Infeção VIH sem imunodepressão grave4,5Vacinação de acordo com a idade, dose/doses anteriormente administradas e ano de nascimento
Outras: asplenia4, défice de fatores de complemento4, doença renal/hepática crónica, diabetes mellitusVacinação de acordo com a idade, dose/doses anteriormente administradas e ano de nascimento
1 Intervalo ≥4 semanas entre doses
2 Por indicação expressa da DGS, da Autoridade de Saúde ou prescrição do médico assistente
3 De acordo com os dados do Inquérito Serológico Nacional 2015/ 2016
4 Nestas condições a vacina apenas é administrada por prescrição médica
5 Considera-se sem imunodepressão grave quando: ≥6 anos de idade – CD4 ≥200/μl, durante >6 meses; 1-5 anos de idade – CD4 ≥500/μl e ≥15% dos linfócitos T, durante >6 meses
Bibliografia
  • DGS. Norma n.º 004/2017 de 12/04/2017 atualizada a 16/03/2018. SARAMPO: Procedimentos em unidades de saúde – Programa Nacional Eliminação Sarampo. Direção-Geral da Saúde; 2018.
  • DGS. Norma n.º 006/2013 de 02/04/2013. Programa Nacional de Eliminação do Sarampo – Integrado no Programa Nacional de Eliminação do Sarampo e da Rubéola. Direção-Geral da Saúde; 2013.
  • DGS. Norma n.º 018/2020, de 27/09/2020. Programa Nacional de Vacinação 2020. Lisboa: Direção-Geral da Saúde; 2020.
  • DGS. Orientação n.º 001/2018 de 17/03/2018. SARAMPO: Controlo de Infeção em unidades de saúde. Direção-Geral da Saúde; 2018.
  • Gastanaduy PA, Redd SB, Clemmons NS. et al. Chapter 7: Measles. In: Hamborsky J, Kroger A, Wolfe S. Manual for the surveillance of vaccine-preventable diseases. Centers for Disease Control and Prevention. Atlanta, GA; 2008.
  • Ministério da Saúde. Decreto Regulamentar n.º 3/95 de 27 de Janeiro. Doenças transmissíveis, evicção escolar e períodos de afastamento. Lisboa; 1995.
  • Perry R. Measles. In: Heymann DL. Control of Communicable Diseases – Manual. 20.ed. Washington, DC: APHA; 2015. P. 389-397.
  • Wallace G, Leroy Z. Chapter 13: Measles. In: Hamborsky J, Kroger A, Wolfe S. Centers for Disease Control and Prevention Epidemiology and Prevention of Vaccine-Preventable Diseases. ed. Washington D.C: Public Health Foundation; 2015. P 209-230.
  • WHO. Vaccine-Preventable Diseases Surveillance Standards: Measles. World Health Organization, 2018.

Data da última atualização da página: 30/10/2023

Autoria: Área Funcional de Vigilância Epidemiológica, Departamento de Saúde Pública

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