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Região de Saúde do Norte apresentou o primeiro Centro de Responsabilidade Integrado (CRI)

Em cerimónia presidida pela Secretária de Estado da Saúde, Rosa Matos, e em que participou o Conselho Diretivo da ARS Norte, no dia 19 de setembro de 2018, foi apresentação o primeiro Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) do Serviço Nacional de Saúde, o qual vai funcionar no Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV).

Este CRI desenvolverá as suas atividades na área da obesidade e surge na sequência da Portaria recentemente publicada, através da qual se reformulou o Programa de Tratamento Cirúrgico da Obesidade, que passou a integrar novos procedimentos cirúrgicos e a permitir aos hospitais do SNS que remunerem melhor as suas equipas internas.

Trata-se do primeiro CRI que é criado à luz dos estatutos das Entidades Públicas Empresarias do SNS, publicados em 2017, e o alargamento destas respostas permitirá reorganizar internamente os hospitais do SNS, atribuindo aos profissionais de saúde mais autonomia e responsabilidade pela definição dos modelos de prestação de cuidados e premiando as equipas que têm melhores desempenhos. Ao mesmo tempo, este novo modelo de organização permitirá rentabilizar a capacidade instalada no SNS e cumprir os Tempos Máximos de Resposta Garantidos.

“A criação dos CRI faz parte da estratégia global que temos vindo a prosseguir, no sentido de devolver autonomia de gestão aos hospitais e profissionais.

De referir que os CRI são constituídos por profissionais motivados, que queiram aderir a um modelo de organização orientado por objetivos negociados, responsabilização das partes por um projeto comum, promotor da meritocracia, que reconhece e premeia o desempenho coletivo e individual.

Assentam também na responsabilização individual e organizacional que permita alcançar uma maior qualidade e eficiência, traduzindo-se em mais acesso, satisfação e ganhos em saúde para os cidadãos e em melhores resultados para os profissionais e para os hospitais do SNS.
Além disso, os CRI possuem também competências na área do ensino, formação e investigação, pelo que representam também uma forma de estimular o conhecimento e a investigação científica.

Sobre o tratamento cirúrgico da obesidade
Em 2017, a atividade cirúrgica do SNS no âmbito da obesidade aumentou cerca de 1,8% em relação a 2016 e mais de 4% em relação a 2015. Estavam em lista de espera no PTCO no final do 1º semestre de 2018 cerca de 1350 doentes, o que representa uma redução de 12% em relação ao final de 2017 (1550).

A cirurgia bariátrica é, atualmente, a opção terapêutica mais eficaz no combate à obesidade grave e às co-morbilidades que se lhe associam (diabetes, dislipidemia, apneia de sono, hipertensão arterial) e complementa o reforço das medidas de promoção de hábitos e estilos de vida saudáveis que o Ministério da Saúde tem implementado.

O tratamento cirúrgico da obesidade é um processo complexo que exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo equipas de gastrenterologia, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas, enfermeiros e cirurgiões especializados, e requer meios apropriados, existentes nos Centros de Tratamento Cirúrgico da Obesidade do SNS.

 

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