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Observatório Regional de Saúde

Os perfis de saúde são um instrumento de monitorização do estado de saúde da população e seus determinantes. Constituem-se, assim, como um instrumento de apoio à tomada de decisão técnica, politico/estratégica, organizacional, da comunidade e pessoal, sendo uma ferramenta virada para a ação, no sentido da melhoria da saúde das populações e redução das desigualdades em saúde. Baseia-se na melhor evidência disponível e assenta em critérios de qualidade que lhe conferem rigor e robustez.

O Perfil Regional de Saúde (PeRS) do Norte e os Perfis Locais de Saúde (PeLS) são os dois produtos principais do projeto Perfis de Saúde.

A mortalidade é considerada uma medida directa das necessidades em cuidados de saúde, reflectindo a carga global da doença na população, não só em termos da incidência da doença, como da capacidade de a tratar. Daí a importância dos indicadores de mortalidade no processo de planeamento da saúde e dos serviços de saúde.

 

A morbilidade é considerada uma medida indispensável para o estudo e vigilância da saúde das populações, assim como para os processos de organização e intervenção dos serviços de saúde.

Como não existe ainda, na região Norte e no país, um sistema de informação em saúde integrado, os dados existentes sobre morbilidade encontram-se dispersos por várias bases de dados/ microsistemas de informação.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as desigualdades em saúde podem ser definidas como diferenças no estado de saúde ou na distribuição de determinantes da saúde entre diferentes grupos da população. Algumas desigualdades em saúde são atribuíveis a variações biológicas ou à livre escolha dos indivíduos, e outras são atribuíveis ao ambiente externo e a condições fora do controle dos mesmos. No primeiro caso, poderá ser impossível ou eticamente inaceitável mudar os determinantes da saúde, pelo que essas desigualdades em saúde são consideradas inevitáveis. Contudo, no segundo caso, as desigualdades em saúde assim geradas poderão não só ser desnecessárias e evitáveis, como também injustas, de tal modo que as mesmas poderão resultar em inequidade em saúde.

O que é?

O COSI – Childhood Obesity Surveillance Initiative / World Health Organization Regional Office for Europe – é o primeiro sistema europeu de vigilância nutricional infantil e tem como principal objetivo criar uma rede sistemática de recolha, análise, interpretação e divulgação de informação descritiva sobre as características do estado nutricional infantil de crianças dos 6 aos 8 anos, produzindo dados comparáveis entre países da Europa e permitindo a monitorização da obesidade infantil e a identificação de grupos em risco a cada 2-3 anos.

Como surgiu?

Sendo a obesidade infantil um dos mais sérios desafios de Saúde Pública deste século, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou o seu combate e prevenção como uma prioridade política. Ora, numa perspetiva de ação global de prevenção e combate à obesidade infantil, tornam-se imprescindíveis mecanismos de vigilância nutricional infantil, assentes em avaliações detalhadas, rigorosas e sistemáticas, até então inexistentes.

O COSI, coordenado pelo Gabinete Regional Europeu da OMS, nasce assim, em 2017, das dificuldades em monitorizar as tendências ao longo do tempo, fazer comparações internacionais e avaliar a eficácia das intervenções, impedindo o conhecimento da real magnitude e evolução deste problema de saúde e impossibilitando a estruturação de respostas conjuntas, adequadas e ajustadas a cada realidade.

Como decorre na Europa?

O COSI iniciou-se no ano letivo 2007/2008 e conta, atualmente, com a participação de 21 países europeus, tendo sido já realizadas 4 rondas (2008, 2010, 2013, 2016), em conformidade com as diretrizes da OMS Europa.

O estudo em questão baseia-se no modelo da epidemiologia descritiva, com amostras transversais repetidas de avaliação do estado nutricional de crianças provenientes das escolas selecionadas em cada país participante, que constituem a Rede de Escolas Sentinela COSI.

Como decorre em Portugal?

Em Portugal, o COSI está integrado no Programa Nacional de Promoção de Alimentação Saudável (PNPAS) da Direção-Geral da Saúde (DGS) e é coordenado cientificamente pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), sendo as Administrações Regionais de Saúde (ARS) – Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve – e as Direções Regionais de Saúde (DRS) dos Açores e da Madeira -responsáveis pela recolha sistemática de dados, nas escolas sentinela, tendo como público-alvo crianças de uma turma do 1º e outra do 2º ano de escolaridade.

Como decorre na Região Norte?

O Departamento de Saúde Pública (DSP) da ARS Norte, I.P. é responsável pela implementação do COSI na Região Norte do país, contando com a colaboração de examinadores COSI dos seus ACeS / ULS para as avaliações das crianças, nas escolas sentinela da sua área geográfica.

Assim, na Região Norte, foram avaliadas:

  • Na 1ª ronda (ano letivo 2007/2008): 1436 crianças em 56 escolas sentinela.
  • Na 2ª ronda (ano letivo 2009/2010): 1775 crianças em 68 escolas sentinela.
  • Na 3ª ronda (ano letivo 2012/2013): 1883 crianças em 68 escolas sentinela.
  • Na 4ª ronda (ano letivo 2015/2016): 1988 crianças em 60 escolas sentinela.

 

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